‘Não quero ter razão, quero ser feliz’ Ferreira Gullar
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“Nenhum dia é triste, nós é que chovemos na hora errada”. Damário DaCruz.
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Por que tem gente que não enxerga?
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Acabei de me sentir importante pra alguém: o garçom! Basta eu olhar pra ele, e o mundo em minha volta se abre! Rsrsrsrrss… acho que to ficando louca! Meu pico de solidão está em níveis estratosféricos, fantárdigos! Está decretado: garçons definitivamente não são seres invisíveis, são seres dotados de um olho de Tandera, um coração além do alcance! E nem vá pensando bobagem, ele não faz meu tipo, não me interessei por ele, mas ele foi a única pessoa que me enxergou sentada à mesa 22 no canto do canto, com uma escada em minhas costas, mandando sinais de que a vida é um degrau de cada vez…
Balada da “Eu sozinha”…
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Que coisa estranha. To sozinha no Viela, entre tantas pessoas. Nenhuma amiga está comigo, ninguém veio sequer falar comigo, a não ser o garçon, muito educado por sinal…
Como é estranho viver isso… Nossa, usei a palavra ESTRANHO pra começar outro parágrafo desse desabáfaro….
Mas de fato é, me sinto sinto sozinha no mundo, muito sozinha mesmo, muito diferente do que vivia na Paraíba, onde tinha amigos, pessoas que me cercavam, interagiam, reconheciam. Tinha uma nação e um gran-círculo dentro de mim, fazia parte de um coletivo que se encontrava por uma causa: o religare. Sabe o que é religare? É religar-se a si mesmo na cadência do coração, no ritmo do que nos move adiante, na freqüência do Astral. Isso não sinto aqui. Só sinto meu coração quando procuro ele no peito, se assim não for, acho não…
E volto a me sentir sozinha, tendo que procurar um lugar onde me agarrar, um porto onde mirar quando a maré se mostrar revolta, eu estarei lá, apavorada. O que tenho feito de errado? Será que não sou legal com as pessoas? Será que sou invasiva, autoritária, desnecessária? Tenho buscado incessantemente essas respostas. Em relação a namorado, formato homem-par (namorado-parceiro) nem começo me desbruçar pra refletir porque dói.
Paro por aqui, porque minha falta de amor borbolha em mim, me perturba e querendo ou não, vim aqui pra me divertir.
Declaração de Amor ao Vasco da Gama…
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Chega doer de tão forte o amor sinto explodir em meu peito pelo meu Vasco. Há quanto tempo esperava sentir isso de novo, há tanto chorei, praguejei, me revoltei, mas nunca desisti de amar um Amor que meu Pai me deu: meu Vasco.
Somos campeões, é quase inacreditável, porque tantas vezes ficamos nas traves, nas canelas dos adversários, nos erros de arbitragem, mas também na falta de qualidade e criatividade… O Vasco tem uma coisa que me apavora: quando leva gols, entra em pane elétrica, mental, emocional, sei lá… vira uma coisa estranha o que se vê sobre a grama. Um despertar de medo, recuo, erros seguidos de birras inexplicáveis (porque autocrítica é fundamental pra saber que não foi feito o melhor, não rolou simplesmente… que jeito?)
Tudo bem, vc não deve tá entendendo nada… Vou explicar: sou Vascaína, louca, apaixonada, fissurada no Vasco, como disse antes meu amor é incondicional por este Amor que me preenche e me dá tranqüilidade em saber que posso destinar-lhe minhas reverências… Houve um diferencial pra mim neste 08 de junho de 2011: hoje foi um dia que lembrei muito de meu Pai, que já se foi materialmente, mas vive forte e pulsantemente dentro do que há de melhor em mim. Mas houve também um outro diferencial pra mim, mas no jogo com o Coritiba (ou será na minha casa?): eu rezei. Rezei como nunca tinha feito, rezei com força, com amor, com paixão, com desespero e um desejo forte de sentir meu coração explodir dentro do peito. E assim foi. Chorei, e choro ainda escrevendo essa declaração de amor ao Vasco da Gama, ouvindo seu hino pela 17ª vez, rsrsrsrsrsrs…
Obrigada Pai, pelo Amor que vc me deu. Se vc estivesse aqui, estaríamos felizes, barulhentos em casa, ouviria vc gritar “mierda” em cada erro, e pular do sofá em cada gol ou quase-gol. Preciso te contar uma coisa: tive uma crise de choro quando o jogo tava faltando 1 minuto pra acabar. Me ajoelhei e comecei a pedir a Deus pra nos dar essa alegria, de permitir que fôssemos tocados pela Luz da Vitória, e pedi a vc também que intercedesse junto a Ele.Se for heresia, peço desculpas…Minhas pernas tremeram muito,meu coração enlouquecido, quase enfartando, rsrsrsrs… E gritei, gritei muito quando o juiz pediu a bola, gritei “CAMPEÃÃÃÃÃÃÃO!É pra vc Paaaaaiiii!!”.
Com esse choro bom, doído mas feliz, indo e voltando de dentro de mim, termino aqui, porque preciso vibrar pra ter sonhos lindos de vitória esta noite. Sabe a melhor parte? Vou acordar e descobrir que os sonhos são verdade quando se tem Amor e Fé em jogo.
As sem-razões do amor
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Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Sobre a Vírgula * Campanha dos 100 anos da ABI Associação Brasileira de Imprensa).
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Vírgula pode ser uma pausa… ou não.
Não, espere.
Não espere..
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!
Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.
Contos de Minas…
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Rápidas e rasteiras…
Uma russa que veio “caçar” formigas em Bandeira do Almada.
Até pensava que certas coisas inusitadas não pertenciam à minha criatividade mental, mas descobri, em meio à um dilúvio mineiro, com direito a apagão e rio de ouro negro molhado, que uma russa que desconheço o nome veio ao Brasil pra pesquisar comedores de cocô de pulgão, aqueles seres pequenos e bem comuns chamados formigas, na cidade de Bandeira do Almada na Bahia. E como chegamos então a este assunto tão pitoresco? Bem, tava eu navegando na Internet em plena Ouro Preto, cidade absolutamente fascinante nas entranhas de Minas, quando sinto um cheiro de chuva chegando imperiosa seguida de sons furiosos nunca antes escutados… e cadê minha conexão? Foi por água abaixo. Ah, a energia também! Breu mineiro enfim, achei minha amiga mas também um cara inusitado, professor com nome de valor humano – que agora me foge à memória. Papos e papos, pausados por uma olhada sorrateira nas enxurradas, ele me pergunta se a Bahia é legal. Disse que poderia falar de minha cidade, o que fiz, mas ele articulou essa: “o que conheço da Bahia é o que sei através de uma russa que conheci na internet que me disse estava vindo estudar sobre formigas em Bandeira do Almada. Você conhece? Fiquei confusa, não sabia se ele perguntava da russa, de Bandeira do Almada, ou das formigas… Respirei e fiz a famosa “cara de paisagem”. Mas como costumo me intrigar com o que não conheço e busco saber conhecer, fui pesquisar não é? Almada é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Setúbal, região de Lisboa, sendo a sexta cidade mais populosa de Portugal, com cerca de 101 500 habitantes.O município possui uma longa costa a oeste para o Oceano Atlântico, e a norte e nordeste abre-se para o Estuário do Tejo, frente aos municípios de Lisboa e Oeiras. Ops! Não é essa Almada, e sim a Bandeira do Almada! O que encontrei na net? Nada! No máximo uma foto. E que é distrito de Itajuípe na Bahia, ficando perto de Coaraci e de Uruçuca e Itacaré. Coloquei posts no Orkut, nos sites onde havia a única foto do lugar, esperei 20 dias mas nada apareceu… Isso é um recado: ei, pessoal de Bandeira do Almada, se uma russa foi caçar formiga aí, algo deve haver de bom. Vamos colocar Bandeira do Almada no mapa, ou no mínimo na REDE, pq nada se sabe, nada se vê, mas vocês existem! Fica aí meu protesto.
A Mulher-Bambu e cara de pau que deu o “gancho” no capitão que jurava ser Peter Pan!
Definitivamente tem gente que não se enxerga! Lá estávamos nós, eu e uma amiga-irmã-que-a-vida-me-deu degustando uma brusqueta de shitaki, shimeji, champingnon de Paris e creme de leite com castanhas no Passo!, quando percebemos duas figuras mega inusitadas nos arredores do nosso sossego: um casal. Dei-lhe o nome de Mulher Bambu (porque envergava de tão louca de tudo na cabeça, mas não quebrava) e um Capitão Gancho que jurava ser Peter Pan. Bebiam, gargalhavam, se entreolhavam quando os olhos dela voltavam para a órbita. Mas a garota (garota mesmo, tipo 20 e poucos anos de pura doideira) naquele momento amava e abraçava o vento em torno dela, embalada pelas substâncias “psicopaticativas” que lhe piravam o cabeção, tava à deriva do tal Capitão, que claro, no auge dos seus 50 e poucos anos, se sentia o homem mais vivo e viril que as terras de Ouro Preto poderiam já ter visto. Confesso que as envergadas da garota me deixaram até meio tonta, porque ela dava a todos a sensação de que estávamos num navio. Até que mademoseille solicitou a presença do toillet. Como ele não veio até ela, ela se jogou nas pelas portas tipo “salloon” para se refazer,desfazer, desconjuntar…
E tome tempo pra voltar………………………………………….. O Capitão então olhava em volta, como quem não tá procurando nada, desfilando um puta sorriso nos lábios, se achando o cara sortudo que descolou uma gatinha mais descolada ainda. Um fanfarrão… Mas ela não voltava. E não voltou. Então, o Capitão com seu gancho indignado e verdadeiramente preocupado com a moçoila perdida, rompeu as mesmas portas que deram a ela um destino, em busca. Todo um tumulto se formou, garçons, atendentes, moças da cozinha, todos ajudavam o pobre Capitão a encontrar sua donzela “muitcho loka”. Acreditem: a guria bebeu, curtiu, comeu, gargalhou e sapateou com o vento e com a cara do Capitão. Reza a lenda que até hoje o pobre Gancho não espeta mais nada, acreditando que seu Bambu fatidicamente desceu pelo ralo da pia. Oftalmologistas do mundo: Uni-vos!
A saga dos Acarajés que queriam ser Pão de Queijo
O que é capaz de fazer uma pessoa que está enfadada de nadar, nadar e morrer na praia? Pois isso foi o que moveu “dois acarajés” (2 baianas) pra quererem virar “pão de queijo”. Num tempo longínquo pra os dias que vivemos hoje, parti em viagem à Minas, vivendo uma das experiências únicas de minha vida: meu companheiro de viagem foi um usuário do serviço que trabalho, que rumava para Minas para recuperar sua vida e sua família, depois de passar pelo menos 2 anos vagando por terras baianas, tropeçando em “pedras” que lhe cegavam os olhos diante da vida e lhe roubaram a sua dignidade já ferida, há tempos. Foi uma das cenas mais bonitas que já vi: sua irmã, emocionada e fragilizada recebendo-o com carinho e desconfiança, trazendo à tira colo a filha que ele sequer lembrava que rosto tinha. Família refeita, com suas dores e dúvidas, parti pra casa de uma amiga que há muito anos não via, mas da qual nunca me esqueci. Fascinei-me com a beleza e imponência de BH. E lá fui recebida, uma casa México-Brasileira, pequena de tamanho, mas grande em generosidade. Como foi feliz poder ver a Biazinha-Linda-Do-Coração de novo e seu gentil marido, Apolo. Exausta demais, adormeci pra esperar Milla chegar. E chegou chegando, rsrsrs. Exploramos ruas, praças e orelhões de BH, rsrsrs, até na Delegacia fomos pra nos queixarmos de um maluco que nos seguiu na rua. Já estávamos locais. E que sotaque lindo o do mineiro, que fica louco quando escuta o nosso sotaque e automaticamente pergunta: “Você é baiana? Já foi à Salvador?” Engraçado demais, pra eles Bahia se resume à Salvador, todos inebriados e iludidos pela filosofia de que a Bahia é só festa, que andamos de trio elétrico e nosso guarda-roupas só tem abada. Ai ai, se eles soubesse como é bom correr de assalto em Salvador… Mas enfim, todo ser humano tem direito a ter suas ilusões. Mas afinal, o que fomos mesmo fazer? Um concurso. Sinceramente, desde o princípio sabia que não ia passar, mesmo tendo estudado, mas sentia dentro de mim que o Universo não me destinava a viver ali. E que cidade linda é BH, árvores, pessoas, sotaques, mercado público, feira de BH, avenidas enormes, táxi-lotação, cheiros, rostos, lugares que me lembram a imagem que tenho do Rio de Janeiro, mesmo nunca tendo ido lá. Já concursadas, rumamos pra Ouro Preto, lugar que deu origem aos relatos anteriores e memórias lindas de uma cidade que pulsa e fala sozinha. Ouro Preto é um presente dos céus. Depois de lá, de mergulhar no preto ouro, fiquei bem balançada. Deu-me um desejo louco de passar naquele concurso que me cruzou o caminho e viver sentindo aquele banzo do que não perdi todos os dias de minha vida. Era o desejo de virar pão de queijo. Mas, como disse antes, em conversa com o Universo, já havia sido convencida que aquelas estradas não seriam o chão sobre os meus pés, mas sim apenas memórias de um desejo regado de mudar de vida. Uma vez acarajé, sempre acarajé.
OS: Só consegui comer um pão de queijo, na rodoviária de Governador Valadares, na aurora do dia, quando estava indo pra BH. E olhe lá.
Me nego a ser Serpentário! Sou Sagitariana e não duvide disso…
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Definitivamente não curti essa história da surgir mais um signo. Sou uma sagitariana convicta e me encaixo quase totalmente no perfil do Centauro (menos a parte que sagitariano é infiel e não se preocupa com os sentimentos alheios…). Tava tentando achar na net informações sobre o tal Serpentário ou Ophicus, mas tudo que encontrei em nada me agradou. Não sou ligada em “modas” novas, detesto padronização humana, não sou alguém que possui uma aura que “inspira medo e traição” (credo! Jah me livre de ser assim!!), muito menos atrair pessoas provocativas (no sentido ruim da palavra) e muito menos ainda ter um lema tão torpe como “os fins justificam os meios”. Ficar parada fazendo pose? Que porcaria é essa? Sou estátua viva por acaso? Aff! E pior, o tal serpentário fica parado fazendo pose, pra avaliar o terreno e dar o bote de forma fria e calculista. Não, não, não, me nego a ser este Ser terrível! Ai, quando começa aquela parte dos signos de cor, pedra, anjo, blá, blá, blá… já começa tudo errado: detesto amarelo, abomino caça (coitados dos bichinhos, em plena era de aquecimento global e responsabilização dos seres humanos pelas desgraças ambientais que temos hoje, esse tal Serpentário gosta de caça! Faz-me rir…). Mais essa: serpentário é desorganizado e não gostam de se comprometer. Como?? Chego ser quase obsessiva de tão organizada que sou e me comprometo sim, se posso dar conta, claro… Em relação aos amigos, minhas amizades são duradouras e leais, nada de dar bote em Seu Ninguém, ora! Tudo bem, reconheço que há algumas coisas que se parecem comigo:
“Fazem muito mistério sobre o que pensam e sentem. São muito elegantes e possuem uma certa moleza no andar. São ótimas conselheiras. Têm tendência para serem preguiçosos. Preferem mesmo seguir o seu caminho profissional silenciosamente, por entre as brechas que vão surgindo. Mas sabem como ninguém conquistar o espaço com eficiência. Tenho uma natureza muito sedutora, sou romântica, não suporto traição. Pode brincar, seduzir, mas coitado daquele que tentar me enganar, pois poderá ser mordido na relação.Não tem medo de tomar decisões difíceis no trabalho e é uma excelente negociadora. Trabalha melhor sozinha, já que tem um ritmo mais acelerado que a maioria das pessoas. Adoro ser a confidente dos seus amigos. Preciso de espaços confortáveis e aconchegantes.” E só.
Mas isso não apaga a irritação que senti quando soube dessa mudança sem noção dos signos. Sou sagitariana, amo ser sagitariana, a conjunção Astral de quando eu nasci era de Sagitário e punto e basta!
E a pergunta que não quer calar…
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Pra que serve um ano novo se não para ser um novo ano para viver tudo de novo, do mesmo jeito: trabalho, falta de grana, solidão, saudade de quem já fui e do que já despertei em torno de mim? Tá certo, o ano é novo, temos que ser otimistas, positivos, pensar que “daqui pra frente tudo vai ser diferente…”, mas desculpa, há anos a fio exercito esse mantra de positividade e passos muito pequenos têm sido possíveis diante de tantas adversidades… Desde que voltei pra minha “origem”, perdi muitas coisas importantes pra mim: meu Pai, amigos que me viam além do meu corpo, dias de sol, desafios e provações que me moviam a crescer, visibilidade como mulher… Ganhei? Ta tudo bem, ganhei sim: conviver e brigar muito com minha “matriz”, ver meus sobrinhos crescerem, ter minha irmã por perto pra me estender a mão ou me dizer o que preciso ouvir… Cresci profissionalmente, cuidei e cuido de pessoas que sofrem, acalentei famílias com minhas palavras, arranquei sorrisos de rostos tristes e sem esperança. Mas quem cuida de mim? Sinto-me sozinha, sinto falta de ter alguém pra sentir falta… olho em volta, e de novo, giro em torno de mim… só enxergo minha Fé, nada mais, porque sem ela já teria caído, sem forças sequer para erguer os olhos e renová-la. Ainda espero e confio que o Divino reserva pra mim algo que nem tenho como mensurar, pq em todos os passos que tenho dado, equilibro e me aprumo movida pela minha Fé… Tá entregue. No frigir do ovos, nada está no nosso comando.
Sobre mim, carinhosamente, por Berg… Maracatu paraibano/12 de abril de 2006
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| Maracatu paraibano |
| 12 de abril de 2006 |
| Maracatu paraibano |
| 12 de abril de 2006 | |
| Uma Nação se ergue além do Varadouro, subindo e descendo suas ladeiras, entre os antigos casarões que constituem a história da velha cidade.
Com endereço e placa na fachada do sobrado de número 15, da praça Antenor Navarro, está a sede desta Nação que traz em sua essência o resgate das origens de nossa cultura, fundamentado na cadência de um Maracatu de Baque Virado, oriundo da manifestação popular que saiu dos terreiros e senzalas para espirituosamente trafegar pelas ruas e avenidas, em um suntuoso cortejo de uma realeza afro-brasileira, onde o rei e a rainha dançam nas levadas de uma orquestra de batuque.
Neste cenário está a Nação Maracahyba, uma junção do nome Maracatu e Parahyba, em sua forma arcaica, em alusão a nossa memória colonial, em que a tradição nos revela elementos ricos de nossa cultura e faz soar ritmos angolanos de Luanda, Aruenda e Nação, em cada batida uma variante na percussão, toques e gingados de um passado remoto, que a partir de uma evolução, se equipara aos acordes de um funk na atualidade. Uma Nação que se projetou no ideal de dois pernambucanos, Luciano Oliveira e Cidcley Cabral (vagalume), que ao chegarem nestas terras, vislumbraram novos horizontes e adotaram a Capital paraibana, no princípio de preservarem as raízes de nossa cultura musical e ancestral. Com o aprendizado de anos trabalhando com música no circuito nacional e com uma bagagem estabelecida dentro do movimento cultural recifense e zona da mata pernambucana, ambos fomentaram a tendência em organizar uma Nação institucionalizada, onde o ponto de partida seria interagir na comunidade a partir da integração, inclusão cultural e social. A princípio dentro de um contexto educacional, caracterizado na confecção de instrumentos e adereços proporcionados em oficinas, dinâmicas e atividades de ordem coletiva. Luciano Oliveira assume a coordenação geral da Nação, além de apresentar seus dotes profissionais em luteria, vindo a possibilitar interação na produção de tambores e outros instrumentos de percussão.
Incentivo à criação com 60 integrantes entre bailarinos e músicos
Com uma corte arregimentando um contingente que congrega cerca de 60 integrantes, entre bailarinos e músicos, a Nação se faz presente de forma alternativa, mostrando que é possível fazer valer o nosso produto cultural, nossa música e nossos valores regionais. A Nação se veste com uma indumentária peculiar, com trajes em algodãozinho e adereços criados por seus integrantes. No meio da formação musical, entre alas, se apresenta uma tocadora de alfaia, um tambor de maracatu, ela é Aracely Schettini Paiva, uma baiana apaixonada pelas tradições regionais e pelo exercício de poder compartilhar na concepção estética do grupo. Profissionalmente Ará, como é conhecida no Maracahyba é coordenadora educacional e aprendeu ao longo dos anos a aperfeiçoar arranjos e detalhes alegóricos, desta forma ela comporta com sutileza fitas em harmônicos tons de amarelo, laranja e preto, que são as cores do Maracahyba, que passam a fazer composição aos diademas e tranças das cabeças femininas, além de tufas que ela incrementa para adornar os instrumentos musicais. Aracely dinamizou a proposta de confeccionar alguns sombreiros, que assumem o formato “cangaço”, com a parte frontal dobrada, característicos dos guerreiros de lança na trajetória do maracatu, desta forma, a partir de paetês e contornos com franjas, ela faz reluzir a purpurina aos olhos do público espectador, que encanta-se, ao ver o cortejo passar. “A minha satisfação está em poder decorar e ver o que podemos produzir quando unimos nossos talentos, na intenção de contribuir naquilo que fazemos com todo amor”, acrescenta Aracely. Rosemberg Silva
especial para a união http://www.auniao.pb.gov.br/v2/index.php?option=com_content&task=view&id=2008&Itemid=74 |
As palavras se põe engasgadas… sei que o que tínhamos dito, dito foi… vivido, sentido, falado, tudo foi, e de agora em diante, não mais…… Terei saudades dos encontros pontuais e sempre intensos. Vc é dos “pra sempre”.
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Professor Valter Rodrigues, um mestre, uma inspiração, um presente do Astral…
*15/11/10
“Muito obrigada é pouco pelas suas informações, e-mails enviados. Quero compartilhar com vc o carinho que também tinhanhamos pelo professo Valter, eu sentia um amor muito forte por ele, ora por ele, e podia imaginar o tamanho do amor de Deus para com ele, eu havia até conversando algumas vezes com algumas colegas evangélicas do nosso curso, sentir bastante quando soube foi pelo celular estava viajando e nem deu para chorar com a família e com todos vcs, mas de onde eu estava, embora ausente no corpo esta presente em espírito, com o coração apertado e intercedendo por todos. Que o Espírito do Senhor console e ministre graça a todos, e a paz que excede todo o entendimento seja com todos e sobre todos.
Valter se foi, mas suas idéias ficarão vivas para sempre em todos nós como seus alunos, seus comentários Deleuze, Foucault,Nietzsche, etc, sua forma espontânea de dar aulas …sua enciclopédia ambulante, sua vídeo-teca intocável ou tocável contanto que devolvessem… rsrsr
Valeu!!!!!!!!!!
Obrigado Senhor por ter permitido que o professor Valter passase em minha vida.”
Odinei Ferreira, aluno de Válter na PósGrad – Curso de Saúde Mental
Os ídolos de barro também pedem pra sair…
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Sim, sim, sim, eles também caem!! Quem? Como quem? Os ídolos de barro, ora! O mais interessante disso é avaliar o caminho “de Alice” que percorreram… Os ídolos de barro chegam, chegando. Fazem, acontecem, mostram competência genuína. E claro que têm seus méritos. No entanto, tem os “poréms”: descaso, alienação, desvalorização do Outro, soberba, inveja, ira… por pouco, os sete pecados. Afinal não são os méritos que derrubam e sim os “poréms”. Pressão se forma no Universo, as pontas soltas aparecem… de que adiantou galgar tanto rumo às alturas??? E o velho ditado se confirma: quanto mais alto, maior a queda. O que resta então aos ídolos barrosos? Usar uma saída contemporânea, quase cinematográfica: Pede pra sair!! Pede pra sair!! A voz do povo, é a voz de Deus: saiu. Vá em paz, que Jah Jah te leve… Só não peça pra dizer obrigada.
Envergo mas não quebro…
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Que sentido há nas andanças pelo mundo? Que sentido há na inquietação da cabeça, do coração? Tudo e a única coisa que mais fiz nesta vida, foi andar… mover-me do lugar que pode me dar lôdo de presente, sair do estado de inércia que ás vezes é tão confortável mas tão perturbador, dar passos, cair, erguer… nunca vou parar. Mas me sinto cansada, em cima de uma esteira constante que a vida me colocou sob os pés, ando, ando, ando e quando páro pra respirar… onde estou? pra quê? Ultimamente tenho repetido pra mim mesma: sou como bambu, envergo mas não quebro… mas como cansa lutar contra a força devastadora do vento… sei que este eterno “gosto de falta na boca” nunca vai passar. E por isso, dou-me ao direito de repousar no canto da estrada de vez em quando, muda, tentando acalmar o barulho dentro do meu peito. Xiiiiiiiiii!! Psiu! Silêncio! Tô tentando descançar…

Quantas coisas em nossa vida são similares ao bambu chinês...Trabalhamos, investimos tempo, esforço, dedicação, e às vezes não vemos resultado algum por semanas, meses ou anos.
Carta Aberta aos Paraibanos
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Saudações a todos e todas. Me chamo Aracely Paiva, sou Psicóloga e moro hoje em Vitória da Conquista, na Bahia. No entanto posso dizer com propriedade que os melhores 9 anos de minha vida, foram em João Pessoa. Logo que cheguei em 1998, aderi à militância no movimento estudantil da UFPB, onde me formei como profissional e como pessoa. Tive todas as experiências possíveis: além de boa aluna (era o que diziam e o que eu fazia por onde ser), fui militante estudantil (das que dormiam no chão do Centro de Vivência em dia de apuração de eleição pro DCE e que se acorrentava nos portões da UFPB em protesto contra o fechamento do Restaurante Universitário), aprendi a ser percussionista com o Batuque Quebra Quilos, depois Nação Maracahyba e Círculo de Tambores, grupos que me deram os sons que ecoam ainda hoje em mim. Ganhei de presente para minha vida pessoas especiais como Ubiratan Pereira – O Bira - e Sandra Marrocos, uma das mulheres mais intensas e admiráveis que já conheci. Com esses companheiros, dividi lutas, indignação, vitórias, desejo de mudança não só para a Universidade mas para João Pessoa e para a Paraíba. Eles foram formadores políticos fundamentais para minha construção pessoal pela sua dignidade, clareza de objetivos e compromisso com o bem comum. Nesse entremeio, conheci Ricardo Coutinho. Certamente, minha percepção do que era um ‘político’ mudou pra sempre. Descobri que é possível estar na política sem perder os valores, os princípios e o compromisso com o próximo. Ricardo sempre foi reto em suas ações, claro em suas proposições e firme no desejo de viver a política de forma ética e coerente. Sempre nos apoiou em nossas lutas e no nosso desejo de transformar a realidade de forma responsável. O seu apoio aos movimentos culturais e aos artistas me comovia; todas as vezes que o via acompanhando os movimentos que apoiava, era possível ver em seus olhos o brilho que vinha da crença de que cultura educa, dignifica e faz qualquer pessoa ser um Ser melhor, mais sensível, mais humano. Vivi com muita alegria a vitória de Ricardo na primeira eleição. Como foi prazeroso poder dizer aos meus amigos que não viviam lá que era possível sim haver políticos dignos do nosso voto e de nossos sonhos. Em 2007 tive que voltar pra Bahia porque estava na eminência de perder meu Pai, o homem que me ensinou a olhar o mundo com olhar de indignação e de crença em dias melhores para todos. Infelizmente ele se foi. Vivi intensamente o luto desta perda, mas para mim havia outro luto imediatamente anterior a esse que já carregava comigo: deixara pra trás a terra que me acolheu, me ensinou a ser gente e me fez mais forte – João Pessoa.
Só pude retornar alguns meses depois, para fazer um concurso e quão grande foi minha alegria ao perceber que a cidade estava cada vez mais linda, mais organizada, que as pessoas viviam a alegria de poder ter orgulho de sua terra. Nesses 3 anos e 9 meses que estou na Bahia, não teve um só dia que não tenha acompanhado a Paraíba pela internet e pelos amigos que dividiam comigo as boas notícias e seu orgulho de viver em João Pessoa. Voltei à João Pessoa só para votar em Ricardo na ultima eleição para prefeito. Meus amigos da Bahia me acharam meio ‘doida’ por isso, mas meu coração pedia que eu estivesse junto aos pessoenses na consolidação da vitória de Ricardo Coutinho, prefeito de João Pessoa, com muita alegria. Não transferi meu título pra Bahia porque meu coração pede que este vínculo seja mantido com a Paraíba.
Este ano, não pude ir votar, não tinha recursos para viajar, mas me comprometi comigo mesma em acompanhar toda a campanha, toda a luta daqui de onde estou, sempre com esse gosto de ‘falta’ na boca, pois era na rua, na militância que gostaria de estar, plantada entre os girassóis… No entanto, nos últimos dias que antecederam a eleição, confesso, me sentia angustiada quando via os números que as pesquisas traziam sobre o pleito do dia 03/10, e me perguntei: será que a Paraíba continuará retrocedendo? Justo a Paraíba, essa terra de gente do Bem, linda em suas paisagens, de cultura que emociona e encanta, mas que coleciona tantos males ainda não curados, irá retroceder? Mas que bom que a vida nos mostra o contrário. Entre gritos e lágrimas de emoção acompanhei cada “por cento” da votação e me alegrei por saber que o povo da Paraíba quer sim mudança, quer sim dar um salto rumo ao desenvolvimento sustentável e humanizado que Ricardo se propõe a fazer. Meu coração está plantado nesta terra, minha vida ganhou novas cores desde que vivi em João Pessoa, e hoje sinto com verdade e certeza que a Paraíba merece Ricardo Coutinho, Governador.
Aos amigos, a saudade. À Ricardo, minha fé.

A Paraíba merece dar um salto! Ricardo Coutinho Governador.
http://paraiba40.wordpress.com/2010/10/08/carta-aberta-aos-paraibanos/
E “tome olho” sobre a Chapada, rsrsrs… 2010. Fotos: Aracely Paiva
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“Uns olhares” sobre a Chapada… 2009. Fotos: Aracely Paiva
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Essa vibe deu certo mesmo!!! Força na missão!!
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Manual do Guerreiro da Luz…
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Um guerreiro da luz é confiável. Comete alguns erros, quando exagera um pouco suas histórias, e termina se julgando mais importante do que realmente é.
Mas por ser um guerreiro da luz, está terminantemente proibido de mentir.
Quando se reúne ao redor da fogueira e conversa com seus companheiros, sabe que suas palavras ficam guardadas na memória do Universo, e são testemunhas do que pensa.
O guerreiro reflete: “por que falo tanto, se muitas vezes não sou capaz de fazer tudo que digo?”
Esta é uma reflexão importante.
O coração responde: “se você defende publicamente suas idéias, terá que se esforçar para viver de acordo com elas”.
E porque pensa que é o que fala, que o guerreiro acaba se transformando no que diz ser.
Uma vibe que deu certo! Redução de Danos é Saúde! Escolha a vida!
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O CAPS ad, através das ações de Redução de Danos, atuou de forma engajada e descontraída na Sun Garden III.
A proposta de ação nesta festa faz parte de um conjunto de ações de redução de danos, decorrentes do uso e abuso de álcool e outras substâncias psicoativas (SPA’s) e a combinação deste uso com a direção de veículos automotores e práticas sexuais desprotegidas.
A estratégia de redução de danos é um conjunto de ações educativas e de saúde que tem como objetivo diminuir os efeitos negativos decorrentes do uso de substâncias psicoativas.

A Sun Garden III é a maior festa de música eletrônica de Vitória da Conquista – Bahia, e se encaixa no molde típico das verdadeiras raves: realizada num sítio, distante da cidade, com estrutura de tendas, lounge, muita luz e psicodelia na decoração. O stand do CAPS ad ficou localizado vizinho ao lounge da festa, lugar onde os participantes iam descansar e organizar todos aqueles estímulos em suas mentes.

Através de intervenções de cunho informativo e preventivo, durante 12 horas de atuação, prestamos:
(1) informações sobre uso, abuso e redução de danos aos participantes que foram abordados desde a compra do ingresso da festa, onde recebiam os Cards de Redução de Danos com orientações para antes do evento e durante o processo de uso de álcool e outras SPA’s, até o momento em que acessaram a festa ou curtiram as brincadeiras feitas no stand e premiadas com brindes;
(2) distribuição de fitinhas em tecido com os dizeres “Redução de Danos é saúde. Escolha a vida!” que os redutores de danos da equipe amarravam no punho dos participantes e orientavam: “Façam três pedidos, e só irão se realizar se você fizer redução de danos” – sendo este o momento propício para prestar orientações pontuais sobre redução de danos;
(3) disponibilizamos insumos tais como água mineral durante toda a festa e camisinhas para a prática de relações seguras;
(4) atendimento de Enfermagem e Psicologia (apoio e orientação) aos participantes que procuravam ou eram conduzidos ao stand pelos amigos, por estarem sob efeitos de SPA’s;

A atuação do CAPS ad na Sun Garden III mostra que a parceria entre os órgãos públicos e a iniciativa privada é mais um caminho possível para a ampliação das ações de saúde e redução de danos no município de Vitória da Conquista – Bahia, garantindo a universalidade, a integralidade e a equidade do cuidado preconizados pelo SUS.
TEXTO & FOTOS:
Aracely Schettine Paiva, Psicóloga (CRP 03/4122)
CAPS ad/Vitória da Conquista – Bahia-Brasil









